Anta das Alcobertas

A Igreja paroquial das Alcobertas é um exemplo original de cristianização de um monumento megalítico antigo, que sobreviveu até aos nossos dias. É uma anta de planta poligonal, composta por sete esteios, com um corredor que forma a passagem da câmara para o interior da igreja. As várias reformulações feitas no conjunto monumental levaram a uma grande alteração do monumento pré-histórico, tendo sido colocado nomeadamente um telhado de quatro águas.

A igreja data dos últimos anos dos séculos XV e cresceu de importância nas décadas seguintes, o que levou o arcebispo de Lisboa a elevá-la a templo principal da freguesia a 4 de julho de 1536. A anta deixou, entretanto, de funcionar como capela-mor do templo e passou a funcionar apenas como capela lateral.

Em termos de estilo, é um conjunto incaracterístico, muito diferente da monumentalidade das fachadas habituais. O interior é de nave única, com capela baptismal (onde se inclui uma pia de perfil manuelino), arco de volta perfeita de acesso à anta-capela. A igreja das Alcobertas ou de Santa Maria Madalena era um monumento funerário megalítico (do final do Neolítico) que sobreviveu até aos nossos dias, primeiro como ermida e depois integrada numa igreja.

É uma das 10 maiores da Península Ibérica e é composta por 7 pedras ao alto, que formam a câmara funerária e inclui um corredor. Uma anta ou dólmen é por definição uma sepultura constituída por várias pedras verticais com outra a servir de cobertura, designada por chapéu.

Tradições locais dizem que a Anta foi construída por Maria Madalena, que trouxe as pedras da serra da Luz ou as fez nascer neste local para os crentes ali expiarem os seus pecados.

A Anta está classificada como Imóvel de Interesse Público.